Era uma manhã bem cedo do dia 19 de Junho, e como é habitual, saímos de Leça da Palmeira rumo ao santuário do Monte do Facho, algo único no contexto galaico e em toda a Hispânia romana.
Na área sacra do santuário ao Deus Lar Berobreus vimos uma curiosa construção circular coberta com um tipo de cúpula que fez parte do sistema de vigilância costeira dos séculos XVII a XIX, em Cangas, Pontevedra, no Norte da nossa vizinha Espanha.
Chegamos ao cimo do monte onde o céu sem nuvens e o pouco vento que se fazia sentir foi uma ajuda importante para vislumbrar as excepcionais vistas da costa galega entre Cabo Silleiro e Aguiño, com as ilhas Cies e Ons em primeiro plano, e ver, espalhando-se ladeira abaixo, os restos do povoado castrejo terminando num mar transparente de vários tons de azul .
Descemos calmamente até à praia da Barra, de areia branca, e à sombra dos pinheiros fizémos um pequeno piquenique, molhámos os pés na água fria e límpida, refrescando-nos dos 23º que se faziam sentir e preparamo-nos para a verdadeira caminhada.
Todas as praias da baía por onde passamos, umas mais privadas do que outras, tinham um mar muito calmo onde se viam pessoas descansadamente a apanhar sol e alguns banhistas a refrescar-se num belo dia quente de Verão.

Ora a subir as encostas entre o pinhal ora calcorreando a areia molhada e dura junto ao mar, trocávamos de posição e conversávamos com este e aquele partilhando a beleza da vista que nos circundava e opinando sobre tudo e nada.
Com os pés um pouco doridos (os principiantes como eu) e suaditos... lá chegámos ao fim com uma corzita do sol que nos acompanhou durante o percurso e, bem dispostos, prontos para desfrutar de um delicioso rolo de chocolate caseiro que alguém teve a brilhante ideia de levar.
Fernanda Maia
