www.ccdapdl.pt

  • Aumentar o tamanho da fonte
  • Tamanho padrão da fonte
  • Diminuir tamanho da fonte

Caminhada pela MATA DO BUÇACO

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
Avaliação: / 1
FracoBom 

Desta vez, ao sair de Leça da Palmeira, alguém ofereceu a cada um uma mão cheia de biscoitos caseiros, feitos pela D. Teresa.

Uhm! que belo começo.

Chegámos ao concelho da Mealhada, freguesia do Luso, onde se encontra a Mata do Buçaco (bosque sagrado).

 

11 de Setembro, 10.30h da manhã, 28º de temperatura, sem vento, partimos serra acima, bem dispostos e com vontade de caminhar.BuçacoEm tempos que já lá vão, a mata era interdita a mulheres... Segundo os dados históricos em 1628, foi doada à Ordem dos Carmelitas Descalços que aí edificou um convento, capelas e várias ermidas espalhadas por uma área de tal maneira grande que houve que construir um muro com 5.750 metros para a vedar. Um espaço ideal para as suas orações (só frades) onde o silêncio existia em absoluto, ouvindo-se apenas os animais, os pássaros, a chuva a cair (quando chove, a precipitação é muita) e o restolhar dos ramos e das folhas das árvores (diversidade imensa de cedros, ciprestes, sequóias, loureiros, eucaliptos...). Enfim, tudo isto rodeado por trepadeiras e musgo. O local menos social, um "bosque sagrado", o único puro e verdadeiro. Daí o acesso ser restrito.


Entramos pela Porta dos Degraus e sempre a subir, protegidos do sol por uma mata densa, pomos a conversa em dia (esta foi a 1ª caminhada após as férias de Verão).


BuçacoA subida era acentuada, e ao fim de várias paragens para ver a imponência das Portas de Sula e de Coimbra (com o Convento no centro), a da Rainha (para a entrada dos reis e rainhas - era aberta e logo fechada aquando da sua passagem), chegámos ao Miradouro da "Cruz-Alta" onde almoçámos, com uma vista sobranceira ao Vale dos Fetos e da Fonte Fria, paisagem imperdível.


Dentro do contexto religioso, observámos várias capelas com lindíssimas figuras em terracota historiando a via-sacra de Cristo, serra abaixo.
Perto das capelas, várias ermidas (restauradas, seriam recantos ótimos para descanso de todos nós, quiça um fim-de-semana...).
Como há água em abundância, existem várias fontes. Destaco a de S. Silvestre que inclui uma Cascata, com os seus pequenos lagos, as rochas e as grutas simuladas.


Por volta de 1888 foi construído o Palácio destinado às vilegiaturas da família real (D. Carlos e D. Amélia), mas, de 1907 até hoje, transformou-se em Palace Hotel do Buçaco, rodeado por um belo jardim feito de arbustos, plenos de cheiro e de cor das flores.
Mais abaixo, o Vale dos Fetos (enormes, mais pareciam palmeiras!) com um lago alimentado pela Fonte Fria, com cisnes, que aconselho a visitar. É um espaço com a magia de tão bonito ser.

 

Continuámos a andar, objectivo primeiro, e terminámos o passeio saindo pela Porta de S. João.
Escusado será dizer que as máquinas fotográficas estavam sempre a ser usadas, pois qualquer recanto era digno de registo.
A fotografia de conjunto foi tirada fora dos muros da mata, junto ao obelisco comemorativo da Batalha do Bucaço feito de uma só pedra, culminando numa estrela com pontas de cristal, rodeado de correntes de ferro, ligando oito peças de artilharia.


O calor ainda se fazia sentir. Bebemos um copo de vinho da região bem fresquinho a acompanhar a famosa sande de leitão e voltámos para casa satisfeitos...


Vão ao Buçaco !


Fernanda Maia

 

Comentários (0)
Comentar
Os seus detals:
Comentário:
 

Facebook Image

Jogo do Galo