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Percurso pelas velhas quintas de Campanhã

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No passado domingo dia 7 de Novembro, lá fomos para os lados do Freixo, na cidade do Porto, à procura das velhas quintas de Campanhã, no vale dos rios Tinto e Torto, começando precisamente pelo exterior do Palácio do Freixo, actualmente transformado, bem como a antiga moagem contígua, numa pousada de charme.

Obra do arquitecto Nicolau Nasoni, foi este edifício mandado construir por D. Jerónimo de Távora, deão da Sé do Porto, em meados do séc. XVIII. Passeámos por todo o exterior com o Prof. Daniel Afonso a explicar como todas estas vidas eram antigamente. Ficou adiado para um dia mais tarde um café tomado nesta Pousada, pois a vista para o Douro é magnífica e o palacete é digno de ser visto.Quintas de Campanhã


O dia ameaçava chuva, mas decididos a não perder pitada, lá fomos à procura da quinta do Allen – Vilar Allen – onde fomos recebidos pelo actual proprietário que nos mostrou o jardim e o bosque da quinta. Ficaram-me nos olhos nuns amores-perfeitos muito bonitos, bem como as fajoas que trouxemos para casa para provar. Um dos antigos donos desta quinta, Alfredo Allen foi um iniciador da ideia do Palácio de Cristal e deu início, também, ao primeiro museu da cidade do Porto, o Museu Soares dos Reis.


A voltar a visitar em Março para apanhar as centenas de camélias que estão espalhadas pelo espaço, todas em flor. Actualmente só estava florida a camélia do chá, porque é a primeira a ter flor.
Acabámos a visita à quinta na ‘casa de chá’, onde nos esperava o respectivo chá, produzido pela dona da casa, um suminho e umas fatias de folar transmontano. Ficámos também a saber que para manter aquela quinta são precisos ‘alguns’ euros, pelo que têm um horto que produz as plantas que adornam o jardim, incluindo os jarros e jacintos que exportam semanalmente em grandes quantidades.


Quintas de CampanhãCompletámos a visita às quintas seguindo para a rua do Freixo, atravessando o rio Torto pela sua ponte romana, passamos em S. Pedro e Azevedo em direcção à Quinta da Revolta, a visitar num outro dia, pois funcionando aí o horto Moreira da Silva, por ser domingo, estava fechado. É outro local a visitar para ir ver a capela da quinta, bem como os seus jardins.


Como nota, realço a informação dada pelo proprietário de Vilar Allen: nos quadros e fotografias antigas aparecia sempre uma bandeira triangular no alto de um mastro na torre da casa mais a poente – era o sinal de que a casa estava habitada e que podiam os amigos e familiares ir visitá-los.

Mesmo antes desta nossa actual era do virtual e das comunicações, este método primário mas eficaz no seu tempo caiu em desuso, tendo sido substituído já na segunda metade do século passado por um mastro de rádio amador.


E assim se terminou mais uma visita ao Porto aos domingos de manhã de dois em dois meses, estando a próxima agendada para dia 16 de Janeiro de 2011.


As inscrições são, como já é habitual, feitas junto da colega Luisa Ferreira, que está na origem destas actividades.

Conceição Morais


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