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Passeio pela Serra do Caramulo

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12 de Fevereiro de 2011
Indo eu, indo nós, a caminho… da Serra do Caramulo, situada no centro do país, em Tondela, no distrito de Viseu, chegámos a uma zona de montanha de origem granítica e xistosa circundada pelo Vale de Besteiros.

As urzes e a carqueja dominam a sua flora. A serra é povoada por aldeias com casas e espigueiros em granito, típicos desta região. Ainda se podem encontrar alguns vestígios dos romanos, como trilhos em pedra.

Subimos ao Caramulinho, degrau a degrau numa escadaria cavada no granito, ao ponto mais alto da Serra, 1075 metros, de onde se avista o mar em dias sem nebulosidade, o que não foi o caso. De qualquer modo uma paisagem a não perder.


A neblina era constante, mas as abertas do sol não nos deixavam desistir de caminhar.
Por entre os campos verdes apareceram uns vultos brancos, que se transformaram em enormes vacas. Uns diziam: são duas! Outros acrescentavam que eram 3, 4 ou 5 e olha! Também há bois, acastanhados. Estão todos a descansar, nesta paisagem idílica.


Lá perto pastavam as ovelhas, essas já de tamanho normal.
Parámos para almoçar e, já sentados nas pedras grandes e robustas onde tínhamos como pano de fundo o Caramulinho e a beleza das árvores junto aos ribeiros que as contornavam, tirámos a fotografia de grupo que, calculo terá ficado excelente. Espero para ver. Bela paisagem para disfrutar enquanto respirávamos um ar realmente puro e saudável.


Só faltava o café, mas nestas aldeias de pedra no meio da serra, nem venda (espécie de tasca, mercearia e, quiçá, drogaria) tinham. E lá passou um carro, não!, era a carrinha do pão.  Uma das poucas pessoas com quem nos cruzámos disse-nos que café, só na vila. Que remédio senão esperarmos pelo fim da caminhada para o beber.


A Luísa estava a tentar falar com o motorista e eis que, por magia, ao virar da esquina, aparece a camioneta.
Lá vamos nós serra abaixo, acabando uns no Museu, outros em frente, no Hotel do Caramulo, que entrou este ano para o guia Michelin, bebendo finalmente o cafezinho acompanhado de um pequeno chocolate suíço, com os olhos na bela paisagem já com um sol radioso e quente. Não houve comezainas, nem uma bebida espirituosa, embora a Olga tivesse arranjado o gelo…


Entrámos na camioneta com destino a casa. A dormitar ou em plena cavaqueira, chegámos ao Porto. E assim termina mais uma caminhada, que faz bem ao corpo e à alma.


Fernanda Maia


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