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“SÃO JOÃO NOVO…. “

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(A desaparecida paróquia de São João de Belomonte)

Dia 18 de Setembro de 2011. Foi no conhecido Largo São João Novo, situado numa zona rica de historia e arquitectura, que o “grupo” das visitas culturais organizadas pelo CCD da APDL, se foi juntando, entre animados cumprimentos e sorrisos de boas vindas a quantos decidiram neste Domingo de manhã, visitar e conhecer mais uns “pedaços” da história da nossa linda cidade do Porto, apresentada e minuciosamente explicada pelo Dr. Daniel Afonso!

 

Começamos por aprender que neste Largo, ficava antigamente a sede da Paróquia de S. João de Belomonte, fundada pelo Bispo portuense, Frei Marcos de Lisboa no ano de 1853. Quando da extinção das ordens religiosas no ano de 1834, esta paroquia foi suprimida e dividida pelas Paróquias de S. Nicolau e Vitória. A antiga ermida dedicada a S. João Baptista foi então incorporada no novo Convento dos Eremitas Calçados de Santo Agostinho, (hoje São João Novo) e a qual não devem deixar de visitar!

São João Novo

 

Esta Igreja do antigo convento dos Agostinhos, de Estilo Barroco apresenta magníficos altares em talha dourada bem como imagens lindíssimas que ninguém deveria deixar de ver. Outros altares, já em estilo neo-clássico são igualmente maravilhosos, como por exemplo Nª Srª Fátima com os 3 Pastorinhos, Nª. Srª, Guia, etc.

 

Pudemos ainda subir até ao primeiro andar da Igreja onde observámos o antigo Orgão, ainda com sinais visíveis de grandiosidade, apesar de degradação e abandono em que se encontra.
De realçar os lindos Azulejos/Painéis existentes na Igreja, representando a entrada de Santa Rita para o Convento, azulejos que foram fabricados na antiga Fábrica de Cerâmica de Santo António (Gaia).

 

São João NovoVisitamos também o “museu”, com várias peças de cerâmica muito antigas que fazem parte do espólio de antigamente. Passeamos pela parte do jardim existente e que termina num dos lanços da Muralha Fernandina, que corre paralela às Escadas do Caminho Novo e onde se pode admirar a beleza do Rio Douro bem como toda a cidade de Vila Nova de Gaia.
Este trecho, sobre a qual assentava o Convento S. João Novo fazia também a ligação entre o Postigo da Esperança e a Porta Nova ou Nobre (porta onde entravam os Nobres para os antigos Burgos onde viviam). Na segunda metade do século XVIII, este postigo foi demolido tendo a imagem nele existente de Nª Srª da Esperança, dado lugar à construção duma pequena capela ali existente.

 

O Palácio S. João Novo, é um belo exemplar da arquitectura civil barroca do Norte do País, edificado na segunda metade do século XVIII, pelo mestre António Pereira. Neste magnifico edifício, durante o final do século passado, funcionou o Museu de Etnografia e Historia da Cidade.  

Percorrendo as estreitas ruas que rodeiam esta zona da cidade, encontrámos a Rua Tomás Gonzaga, poeta pré-romântico, nascido aqui em Miragaia e autor da obra de Marília de Dirceu . Neste local ficava situada a Cordoaria Medieval que equipava os navios construídos nos estaleiros navais da antiga praia de Miragaia, tornando esta zona uma parte importante da cidade.  

Seguimos em direcção à Rua de Belomonte, rua situada no sopé do morro da Vitória. Começou a ser urbanizada a partir do séc. XVI. È ainda bem visível, em algumas casas desta rua, as marcas daquelas que pagavam foros dos seus terrenos à antiga judiaria a cidade. Esta rua foi, durante a época moderna, um dos centros da actividade comercial portuense onde viveram ricos mercadores e nobres que aí teriam as suas casa e palacetes.
Exemplo dessas antigas construções, pudemos admirar o Palacete dos Pacheco Pereira, casa nobre setecentista de forte pendor barroquizante. No final do séc. XIX, instala-se neste palacete a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Atravez d’África, como ainda é bem visível no seu brasão. Actualmente, neste edifício encontra-se um Pólo da Escola Superior Artística do Porto, fundada em 1982 pela Cooperativa Árvore.

Depois dum retemperar “cultural” (pausa breve para um cafezito), continuámos em direcção ao  Largo São Domingos, antigo centro cívico da cidade, onde durante séculos foi ainda local de feiras e mercados, reuniões cívicas e camarárias tornando-se assim num importante eixo viário da cidade.

 

Aqui, encontrava-se o antigo convento dominicano do burgo portucalense, fundado no séc.XIII. Restaurado em 2009, abriga hoje, o Palácio das Artes: Fábrica de Talentos que procura apoiar a inserção de jovens criadores no mercado de trabalho.
Também neste Largo, e sobre a fachada da actual Papelaria Araújo & Sobrinho, ficava a célebre fonte de S. Domingos, onde se destacava o brasão das armas de cidade.
Esta fonte, encontra-se actualmente no museu dos SMAS, onde podemos ver o brasão com as armas da cidade e um Dragão… dizendo-se até que terá sido a figura ( do dragão) que ficou como símbolo do Futebol Clube do Porto!

 

Já na parte final desta visita, passeamos pela Rua Ferreira Borges, autor do 1º Código Comercial Português (1836), admirando a beleza dos vários edifícios da Praça do Infante, entre eles o edifício do antigo Mercado Ferreira Borges.

 

Mercado Ferreira BorgesO Mercado Ferreira Borges, obra projectada no final do séc. XIX por José Carlos Machado e executada pela Fundição de Massarelos. Efectuamos uma visita guiada a todo o espaço, principalmente aos espaços onde actualmente funciona o Hard Club, projecto que promove espectáculos e actividades ligadas às artes, à cultura e ao turismo, com o objectivo de dinamizar a vida urbana da zona da ribeirinha.

 

Com o roteiro da visita já completo, ficámos por ali visitando a feira de Artesanato, não sem primeiro perguntar “…quando será a próxima visita?...”; decerto ansiosos por querer saber mais, conhecer mais e aprender mais sobre os “cantos” da nossa Mui Nobre e Invicta cidade!

 

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