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A Barra do Douro - visita à Foz do Douro e ao seu património marítimo

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O Domingo, 27 de Novembro, apresentava-se magnífico, embora o frio se fizesse sentir bastante. O encontro do grupo foi junto ao Molhe Norte junto á Barra do Douro. Com boa disposição e bastante tagarelice lá partimos entusiasmados para a nossa visita à Barra do Douro, tendo como ponto inicial o Molhe Norte.

 

 

Este inaugurado no ano de 2009, teve o objectivo de tentar estabilizar e proteger a embocadura do rio. Junto a este junta-se o Molhe de Felgueiras, projectado por Reinaldo Oudinot, no final do século XVIII. Percorremos todo o túnel que nos levou ao interior do Farol, podendo assim observar toda uma obra que além de contribuir para a melhoria de navegabilidade e defesa da barra, ainda recebe (quando possível) exposições diversificadas. Enquanto continuávamos em direcção ao Forte S. João, o Professor Daniel partilhou que as descobertas arqueológicas efectuadas na Foz do Douro, no final do século passado, fazem crer na existência neste local de um pequeno povoado de época romana, ligado às actividades marítimas. O primeiro documento referenciando o local data de 1145 e descreve a doação da “heremita de Sancto Iohanne de foze de Dorio” feita por D. Afonse Henriques ao Mosteiro de Riba de Paiva.

 

foz1Chegámos entretanto ao Forte de S. João da Foz, onde são visíveis vestígios duma Igreja Renascentista, que terá sido erguida sobre os escombros da velha ermida medieval, por ordem do abade beneditino D. Miguel da Silva, religioso de forte vocação humanista, que foi também Bispo de Viseu e que posteriormente viveu em Roma. A construção desta Igreja integrava um projecto arquitectónico mais vasto: Igreja, um palacete e ainda um farol, projecto que foi entregue ao arquitecto italiano Francesco da Cremona, no início do século XVI. Na Igreja destacam-se a abside hexagonal, uma enorme cúpula e a decoração classicizante das janelas, arcos, pilastras e capitéis. Das escavações arqueológicas realizadas no local, foram descobertas imagens de Divindades aquáticas, Anjos com togas e que se pensa serem do tempo dos romanos. As obras do Forte S. João da Foz foram iniciadas por ordem de D. Sebastião no ano de 1570. D. Sebastião nomeou João Gomes da Silva, nobre da corte, para cuidar da fortificação do litoral a fim de defender a costa dos ataques da pirataria. Durante a Guerra da Restauração o forte foi reforçado com a construção de fossos, uma falsa-braga e a melhoria dos baluartes. Em 1796, foi erguido então o amplo portal. Aqui pudemos ver a maquete original do forte.

 

No final do século XIX, a antiga povoação piscatória da Foz do Douro começa a transformar-se num local de veraneio, pois os muitos ingleses que então vieram para o Porto, trouxeram a moda dos banhos do mar. A chegada dos carros, a abertura de hotéis, cafés, casas de jogo e a construção de elegantes chalés, vão tornar a Foz numa imagem cosmopolita e burguesa. E já mesmo em cima do maravilhoso Jardim do Passeio Alegre de finais do séculos XIX, ouvimos que este foi projectado pelo paisagista alemão Emile David no ano de 1870, após encomenda feita pela Comissão de Banhistas.

 

foz2Este Jardim nasceu sobre terrenos conquistados ao mar. Apresenta uma tipologia mista de Bosque e canteiros de risco orgânico, nos quais se destacam a alameda de plátanos, as palmeiras e as araucárias. Podemos ainda apreciar neste Jardim do Passeio Alegre, as memórias do Romantismo e da Arte Nova, presentes no Chalet Suiço, nas suas fontes e pequenos lagos, no coreto e ainda nos sanitários municipais. Também dois monumentos existentes e classificados de grande interesse escultórico e que pertenciam a antigos edifícios da cidade: O Chafariz de São Francisco, de construção Barroca, do século XVIII e que se encontrava no Convento de S. Francisco e, os Obeliscos da Prelada também de construção Barroca e que vieram da Quinta da Prelada. Este Jardim destaca-se ainda por ter sido local de encontro de muitos escritores e de muitas outras personalidades da cultura portuguesa. Sinal disso é a existência do monumento de homenagem a Raul Brandão datado do Século XIX e XX. Acabámos esta nossa visita cultural na Cantareira. Cantareira é um local onde os populares vinham com as suas cantaras buscar água nas muitas fontes ali existentes. Ali encontramos o Farol de São Miguel-o-Anjo, que foi um dos mais importantes do país.

 

Este farol foi construído, originalmente como capela, no topo do qual era acendido lume de aviso à navegação. Este farol foi desactivado em 1882 tendo sido substituído pelo Farol da Luz. No Cais dos Pilotos, demos por terminada mais esta lição de cultura e saber, não antes de vermos com muita curiosidade o “ marégrafo” propriedade da APDL que ainda se encontra neste cais. Se um dia passarem por lá não deixem de ver! Um adeus a todos e …..ficamos à espera da próxima!

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