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Visita à Serra do Pilar

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(Percurso pelo seu património e tradições Populares)pilar1
 Foi com a habitual boa disposição e um dia cheio de sol, que se reuniu novamente o Grupo das Visitas Culturais do CCD APDL, desta vez no maravilhoso miradouro da Serra do Pilar, lugar onde se iniciou  esta visita, que muito nos aguçava a curiosidade.
O Alto da Serra do Pilar, conhecido em tempos como o Monte de S. Nicolau ou da Meijoeira, sítio de devoção onde existira, desde a época medieval, um pequeno eremitério. No ano de 1537 foi fundado o Mosteiro de S. Salvador do Porto, por ordem de Frei Braga e de D. João III, os quais ordenaram a vinda para este local duma comunidade dos monges do Mosteiro de Grijó.
No enorme terreiro sobranceiro ao Rio Douro, voltado para a nossa magnífica cidade do Porto, esta obra arquitectónica foi classificada no ano de 1996, com Património da Humanidade pela UNESCO.
Pudemos de seguida observar a primitiva igreja do Mosteiro, mais pequena e com uma torre sineira. A seguir, junta a esta, encontra-se a monumental Igreja do Mosteiro cuja  construção se iniciou no final do século XVI.pilar2
No século XVII esta igreja e também o convento foram devotados a Nª Senhora do Pilar, cujo culto Mariano era muito acarinhado nessa época. No seu interior podemos olhar como maravilhas as suas capelas com altares de talha dourada, bem como os seus púlpitos as imagens dos evangelistas dos santos agostinhos. Esta Igreja possuiu também uma particularidade curiosa: a sua planta é circular coberta por uma cúpula com zimbório. Ainda hoje, se realiza no dia 15 de Agosto, a festa/romaria da Senhora do Pilar, festa muito apreciada nesta cidade de Vila Nova de Gaia.
No exterior deparamo-nos com o Claustro do antigo mosteiro, que apresenta o mesmo tipo de planta circular. No entanto no final do século XVII, o claustro foi trasladado devido às transformações realizadas no interior da Igreja.
Este Claustro de plano circular, composto por 36 colunas de ordem jónica, rematado por uma platibanda com volutas e pináculos, torna-se assim o único claustro existente em Portugal, com estas características arquitectónicas… o que o lhe dá uma beleza rara e digna de ser visitada por quem aprecia a nossa arte e história. Possui ainda fonte com tanque no centro, algumas capelas nas suas alas, e através dele acede-se às restantes dependências do antigo Mosteiro.
Durante o cerco do Porto (ano de 1832-1833) este Mosteiro foi abandonado pelos monges Agostinhos e ocupado pelas tropas liberais, afectas a D. Pedro que nele constituíram um fortaleza que defendeu a cidade do Porto das tropas absolutista.
Após o conflito militar, este mosteiro ficou praticamente arruinado, mas no ano de 1835, a Fortaleza da Serra do Pilar é elevada à categoria de Praça de Guerra da 1ª Classe, por decreto da Rainha D. Maria II.
Actualmente nesta fortaleza está instalado o Regimento de Artilharia nº 5 do Exército Português, que tem como missões garantir a prontidão de um Grupo de Artilharia de Campanha e Ministrar cursos de Formação geral comum de praças.
Tivemos oportunidade de visitar o núcleo museológico do exército, criado pelo regimento na antiga sala do capítulo, refeitório e salas anexas, onde admiramos armas muito antigas, medalhas e outras curiosidades dos nossos antepassados. Da antiga estrutura mantiveram-se também, os dormitórios dos monges, voltados ao rio.
Subindo ao ponto mais alto deste Mosteiro, o Zimbório, pudemos admirar toda a paisagem em redor… Porto, Vila Nova de Gaia e por aí adiante, perdendo-se o casario, o rio etc, etc, da nossa vista.
Situado no ponto mais estreito das margens do rio Douro, o sopé da Serra do Pilar vai ser o local escolhido, no século XIX, para se efectuar a construção de várias pontes em Gaia e Porto, como a Ponte das Barcas, a Ponte Pensil e mais tarde a Ponte Luis I, que permitiu a ligação entre as margens e das cotas alta e baixa, das margens do rio.
Já quase a terminar esta nossa visita, descemos a encosta da Serra do Pilar, onde nos deparámos com as ruínas duma zona industrial de armazéns de vinho, tanoarias e oficinas de mobiliário. Também situamos a antiga Fábrica de Cerâmica do Senhor d´Álém, que ocupou o espaço dum antigo hospício de empestados, fundado ali por frades Carmelitas, junto a margem do rio.
Por último vimos e com muita pena, a degradação em que se encontra a Capela do Senhor d’ Além, erguida em 1880 mesmo juntinho ao rio Douro e que nos recorda uma das muitas devoções desta serra.
Muito mais haveria a contar desta visita muito interessante, mas pensamos que será mais belo ir lá ” e descobrir o resto”. Vale a pena!

(Percurso pelo seu património e tradições Populares)

Foi com a habitual boa disposição e um dia cheio de sol, que se reuniu novamente o Grupo das Visitas Culturais do CCD APDL, desta vez no maravilhoso miradouro da Serra do Pilar, lugar onde se iniciou  esta visita, que muito nos aguçava a curiosidade.
O Alto da Serra do Pilar, conhecido em tempos como o Monte de S. Nicolau ou da Meijoeira, sítio de devoção onde existira, desde a época medieval, um pequeno eremitério. No ano de 1537 foi fundado o Mosteiro de S. Salvador do Porto, por ordem de Frei Braga e de D. João III, os quais ordenaram a vinda para este local duma comunidade dos monges do Mosteiro de Grijó.  

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No enorme terreiro sobranceiro ao Rio Douro, voltado para a nossa magnífica cidade do Porto, esta obra arquitectónica foi classificada no ano de 1996, com Património da Humanidade pela UNESCO. Pudemos de seguida observar a primitiva igreja do Mosteiro, mais pequena e com uma torre sineira. A seguir, junta a esta, encontra-se a monumental Igreja do Mosteiro cuja  construção se iniciou no final do século XVI.No século XVII esta igreja e também o convento foram devotados a Nª Senhora do Pilar, cujo culto Mariano era muito acarinhado nessa época. No seu interior podemos olhar como maravilhas as suas capelas com altares de talha dourada, bem como os seus púlpitos as imagens dos evangelistas dos santos agostinhos. Esta Igreja possuiu também uma particularidade curiosa: a sua planta é circular coberta por uma cúpula com zimbório. Ainda hoje, se realiza no dia 15 de Agosto, a festa/romaria da Senhora do Pilar, festa muito apreciada nesta cidade de Vila Nova de Gaia.No exterior deparamo-nos com o Claustro do antigo mosteiro, que apresenta o mesmo tipo de planta circular. No entanto no final do século XVII, o claustro foi trasladado devido às transformações realizadas no interior da Igreja. Este Claustro de plano circular, composto por 36 colunas de ordem jónica, rematado por uma platibanda com volutas e pináculos, torna-se assim o único claustro existente em Portugal, com estas características arquitectónicas… o que o lhe dá uma beleza rara e digna de ser visitada por quem aprecia a nossa arte e história. Possui ainda fonte com tanque no centro, algumas capelas nas suas alas, e através dele acede-se às restantes dependências do antigo Mosteiro.

 

Durante o cerco do Porto (ano de 1832-1833) este Mosteiro foi abandonado pelos monges Agostinhos e ocupado pelas tropas liberais, afectas a D. Pedro que nele constituíram um fortaleza que defendeu a cidade do Porto das tropas absolutista.Após o conflito militar, este mosteiro ficou praticamente arruinado, mas no ano de 1835, a Fortaleza da Serra do Pilar é elevada à categoria de Praça de Guerra da 1ª Classe, por decreto da Rainha D. Maria II.Actualmente nesta fortaleza está instalado o Regimento de Artilharia nº 5 do Exército Português, que tem como missões garantir a prontidão de um Grupo de Artilharia de Campanha e Ministrar cursos de Formação geral comum de praças.Tivemos oportunidade de visitar o núcleo museológico do exército, criado pelo regimento na antiga sala do capítulo, refeitório e salas anexas, onde admiramos armas muito antigas, medalhas e outras curiosidades dos nossos antepassados.

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Da antiga estrutura mantiveram-se também, os dormitórios dos monges, voltados ao rio.Subindo ao ponto mais alto deste Mosteiro, o Zimbório, pudemos admirar toda a paisagem em redor… Porto, Vila Nova de Gaia e por aí adiante, perdendo-se o casario, o rio etc, etc, da nossa vista.Situado no ponto mais estreito das margens do rio Douro, o sopé da Serra do Pilar vai ser o local escolhido, no século XIX, para se efectuar a construção de várias pontes em Gaia e Porto, como a Ponte das Barcas, a Ponte Pensil e mais tarde a Ponte Luis I, que permitiu a ligação entre as margens e das cotas alta e baixa, das margens do rio.Já quase a terminar esta nossa visita, descemos a encosta da Serra do Pilar, onde nos deparámos com as ruínas duma zona industrial de armazéns de vinho, tanoarias e oficinas de mobiliário. Também situamos a antiga Fábrica de Cerâmica do Senhor d´Álém, que ocupou o espaço dum antigo hospício de empestados, fundado ali por frades Carmelitas, junto a margem do rio.Por último vimos e com muita pena, a degradação em que se encontra a Capela do Senhor d’ Além, erguida em 1880 mesmo juntinho ao rio Douro e que nos recorda uma das muitas devoções desta serra. Muito mais haveria a contar desta visita muito interessante, mas pensamos que será mais belo ir lá ” e descobrir o resto”.

 

Vale a pena!

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