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Visita Cultural “DE CARLOS ALBERTO AOS LEÕES"

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(Entre praças, velhos mercados e instituições)

O sábado estava bem soalheiro e calmo para a realização de mais uma das visitas culturais que o grupo habitual  do CCD da APDL,  costuma efectuar. Desta vez, o itinerário será em torno das praças e antigas feiras da cidade e instituições situados no coração da mesma. A toponímia local, os cafés da tertúlia e os centros da vida social e académica portuense, bem como os edifícios notáveis, a sua história e dimensão cultural.
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O nosso encontro e início da visita deu-se na Praça Carlos Alberto, velha bifurcação das estradas medievais, que saindo conjuntamente da Porta do Olival, se dirigiam a Braga e Barcelos. Em 1856 este largo tomou o nome de Carlos Alberto, rei do Piemonte e da Sardenha, exilado no Porto após abdicar do seu trono!
Nesta praça existiam algumas estalagens e hospedarias e lugar de preparação das montadas para os longos percursos que aí começavam. Uma das várias empresas de transportes existente era a (Empresa Portuense de Carros Ripert) um pesado carroção de madeira e ferro puxado a cavalos.
Também esta praça era conhecida com a Feira dos Moços e a Feira das Caixas…. Feira dos moços, pois era alí no dia de feira, que os rapazes procuravam trabalho… ali eram recrutados para os serviços de Lavoura e levados para as zonas de Avintes, Maia e Ramalde.
Feira das caixas local onde numa tenda os marceneiros faziam as caixas, malas e baús, para as bagagens que os emigrantes levavam para o Brasil.
Depois dirigimo-nos para o Palacete dos Viscondes de Balsemão, casa nobre setecentista que, no inicio do séc. XIX, passou a pertencer aos Viscondes de Balsemão.

 
António Bernardino Peixe, Visconde da Trindade, alugou o seu palacete aos seus proprietários e lá instalou a sua hospedaria, pela qual passou em 1849, o Rei Carlos Alberto De Sabóia, Rei da Sardenha.
Neste magnífico palacete pudemos observar belas pinturas, porcelanas e decorações notáveis. Tectos decorados uns, com instrumentos musicais, lembrando que ali era o salão de baile…a sala de jantar, decorada com motivos de alimentação, que dão uma beleza imperdível à sala!

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É obrigatório visitar, pois noutras salas existem pinturas, objectos e todo o conteúdo de decoração que nos fazem avaliar o quanto rica e bela era a arte dos nossos antepassados.
Actualmente neste edifício está instalada a Direcção Municipal da Cultura da Câmara Municipal do Porto onde visitámos uma colecção numismática, o banco de materiais, reserva de materiais decorativos provenientes da arquitectura Portuense e outras exposições itinerantes. Visitem!
Percorremos depois o Largo do Moinho de Vento, antiga praceta dos arrabaldes do Porto medieval, sendo actualmente um espaço de usufruto público, rodeado de cafés, restaurantes e lojas tradicionais.

 
A rua Sá de Noronha antigamente conhecida como a Rua do Moínho de Vento, faz jus ao músico minhoto Francisco de Sá Noronha que se distinguiu como violinista e compositor de óperas levadas à cena em Portugal e Brasil. No início desta rua encontra-se o Café Progresso, estabelecimento fundado em 1899, de tradição familiar e boémia, onde ainda é possível assistir a tertúlias, concertos e sessões de poesia!
A Praça Guilherme Gomes Fernandes, que se chamava no início do séc. XVIII, Praça de Santa Teresa foi espaço de comércio e serviços, recebendo inclusivamente a Feira do Pão e da Farinha. No centro desta Praça pode-se ver o busto em bronze da personalidade que se distinguiu como fundador do primeiro corpo de bombeiros voluntários desta cidade.

 
Caminhámos então para a Praça Gomes Teixeira, centro de encontro social da cidade e da sua vida académica.
No séc. XIX era conhecida pela praça dos Voluntários da Rainha, pois era aqui que este regimento se exercitava. No entanto é muito chamada  praça dos Leões, (devido aos leões) do fontanário existente, erguido no ano de 1886, pela Compannie Génerale dês Eaux pour l’Etranger que nessa época tinha o exclusivo do abastecimento de água à cidade, através de um aqueduto que chega ao centro da cidade e que termina na Arca Sá de Noronha.
O nosso percurso terminou com a visita ao edifício da Reitoria da Universidade do Porto, projectado por Carlos Amarante, no início do séc. XVIII, como sede da Academia Real da Marinha e Comércio da cidade do Porto. Em 1837, este estabelecimento de ensino passou a ser a Academia Politécnica. Actualmente podemos visitar as suas exposições e mostras bem como o Museu da Ciência e o Museu da História Natural, da Universidade do Porto, criados no ano de 1996.
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Ficámos maravilhados com o que pudemos descobrir dentro deste magnífico edifico. Desde a sua biblioteca, ao salão nobre , às suas obras de arte, às suas exposições, bem como as características do próprio edifico, tudo foi do agrado de todos e de imensa riqueza cultural.
No final desta nossa rota cultural, continuamos a descobrir que existe muita arte, muito património e muita beleza na nossa cidade que desconhecemos.

 
Assim, um obrigada às pessoas que tornam possível estas visitas, bem como às que nos transmitem o seu saber, a sua cultura, e a sua dedicação.

 
Até à próxima!
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