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Mais um Passeio pelo Porto Histórico

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Eram 09h30 e apesar do dia lindo e cheio de sol, não se via ninguém no Passeio das Virtudes, ponto de encontro para mais uma visita cultural pelo nosso Porto. Desta vez iríamos percorrer o Vale do Rio Frio.

 

Depois de um cafezito, estávamos todos bem preparados para mais uma lição de história que começou bem ali no Passeio das Virtudes. Assim se chamava, pois o local tinha uma fonte com propriedades curativas e era o local de eleição para os portuenses passearem. Ainda hoje existe a Fonte das Virtudes, classificada como monumento de interesse nacional.

 

Mercado do Peixe

 

 

Aqui existia uma grande quinta pertencente à família Pinto Meireles. Hoje a grande mansão da quinta alberga a Cooperativa Árvore. Do lado oposto, o Mercado do Peixe que deu lugar ao Palácio da Justiça. 

 Real Companhia Velha

 

E fomos caminhando bem atentos às explicações do Professor. Entramos no agora Jardim das Virtudes que nos mereceu uma prolongada visita e explicações. Aqui “habita” a antiquíssima, quase fóssil, árvore Ginko Biloba. Neste jardim, outrora pertença da quinta, nasceu a Real Companhia Hortícola Agrícola Portuense, pela mão de José Marques Loureiro que lançou o 1º jornal de horticultura prática.

 

Continuamos a passear pelo Jardim , descendo em direcção à Calçada das Virtudes.
Enquanto descíamos a Calçada podíamos ouvir e sentir o Rio Frio a correr debaixo dos nossos pés..

 

 

E assim chegamos à zona de Miragaia. Diz a lenda que o rei Ramiro (cristão) se terá encantado por uma princesa, Zahara irmã de Alboazar (mouro), que vivia num imponente castelo na margem esquerda do rio Douro. Ramiro decidiu raptar Zahara e como resposta Alboazar terá raptado a rainha Gaia (mulher de Ramiro) acabando esta por se apaixonar pelo príncipe mouro. Atacando de surpresa, Ramiro incendeia o castelo, matando o príncipe mouro, resgatando a sua mulher.

 

"Miragaia1º Jornal de Horticultura
Mataste o mais belo moiro
Mais gentil, mais para amar,
Que entre moiros e cristãos
Nunca mais terá par!
Perguntas-me o que miro?
Traidor rei, que hei-de eu mirar?
As torres daquele Alcácer
Que ainda estão a fumegar!
Se eu fui ali tão ditosa
Se ah, soube o que era amar
Se ah, me fica a alma e a vida …
Traidor rei, que hei-de eu mirar?
Pois mira, Gaia! E dizendo
Da espada foi arrancar
Mira Gaia, que esses olhos
Não terão mais que mirar!
Ainda hoje está dizendo
Na tradição popular, que o nome tem – Miragaia
Daquele fatal mirar"

(excerto retirado de folheto de Almeida Garrett)

 

Toda a zona, onde se encontra agora instalado o edifício da Alfândega, era um extenso areal. Não esqueçamos que essa zona era zona de atracagem de barcos e estaleiro.


Visitamos a igreja de São Pedro de Miragaia, com o altar mor todo em talha dourada.. Esta igreja “esconde” um grande tesouro. No seu museu pode-se admirar um tríptico de Pentecostes e todo um rico espólio, inclusive uma relíquia de S. Pantaleão..


Já na recta final desta nossa lição de história, e em direcção ao Museu do Vinho do Porto, ainda tivemos tempo para apreciar a Fonte da Colher e o local onde era içada a Bandeira da Saúde, local onde os barcos tinham que parar para inspecção, antes de subirem o rio.
Finalmente chegamos ao Museu do Vinho do Porto. Mesmo sem direito a prova, recomendamos a visita.

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