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Etapa 6 - de Rubiães a Valença

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Às 08 horas em ponto, partimos rumo a Rubiães, onde fomos tomar o pequeno-almoço no mini mercado do Sr. Jaime. Aqui, para os mais gulosos, as sandes de presunto, são divinais!
Repostos os níveis calóricos, começou então mais uma aventura!

Nesta etapa percorremos cerca de 18 kms. No início da mesma deparamo-nos com uma pequena subida, que nada se compara à Serra da Labruja e depois, restou-nos errar pelos caminhos cobertos de vegetação e pedregulhos de uma beleza invulgar, até às margens do Rio Minho.
Ponte Romana, São Bento da Porta Aberta, Gontomil, Fontoura, Paços, Tuído e Arão, eis os pontos de interesse e/ou localidades por onde passamos até chegarmos a Valença.

Ainda a este respeito, declarado Imóvel de Interesse Público, a Ponte Romana/Medieval de Rubiães, integralmente em cantaria de granito, tem gerado uma frutífera discussão em torno das suas origens. O Instituto Português do Património Arquitetónico argumenta que o tabuleiro em dupla rampa da ponte contradiz a tendência horizontal das pontes romanas. Contudo, existe a possibilidade de as bases dos pilares e algumas lajes do tabuleiro poderem tratar-se de pedras romanas muito bem aparelhadas, facto que acaba por confirmar a anterioridade desta ponte em relação à época medieval. O tabuleiro de cavalete assenta diretamente sobre o fecho de três arcos de volta inteira, sendo o central o de maior envergadura. Em ambas as margens, as rampas da ponte são precedidas de troço do caminho antigo.

Por sua vez, centenas de devotos do padroeiro da Europa, São Bento, acorrem todos os anos nos dias 11, 12 e 13 de Julho, a Cossourado, em Paredes de Coura, para assistir às tradicionais festividades.
Tem-se vindo a registar um enorme fluxo de peregrinos que desde a Vila de Paredes de Coura e freguesias vizinhas, caminham até São Bento da Porta Aberta, local fronteiriço dos concelhos de Vila Nova de Cerveira e Valença do Minho. Aqui fomos carimbar as nossas credencias!

Por volta das 12 horas, almoçamos em Fontoura, no jardim público. Um jardim bonito e deveras bem tratado!
O Sol resolveu e bem acompanhar-nos no banquete e, para que este momento fosse perfeito, só ficou a faltar, o tão prometido bolo de chocolate da Ana!

Em frente ao jardim, na Taberna da Igreja, não faltaram as cervejinhas frescas para a malta e água e refrigerantes para os mais fraquinhos e, claro está, o cafezinho! 2.º Carimbo da Etapa!
Bom, como todos repararam, o nosso amigo “Facas” fartou-se de comer neste dia e, talvez por este motivo, não foi o primeiro a chegar a Valença tal como aconteceu nas etapas anteriores. A barriguinha cheia não o deixou andar muito depressa... Não te preocupes “Facas” porque estás no caminho certo. Pelos caminhos de Santiago, os petiscos e a cervejinha gelada e o convívio salutar entre todos os caminheiros, vão ser uma das maravilhas, que todos vamos ter o privilégio de vivenciar!

Depois do almoço tivemos uma visita inesperada. Santiago resolveu batizar-nos e até Valença não parou de chover e até saraiva caiu. Etapa molhada, Etapa abençoada!
Aproximadamente por volta das 15h20 chegamos a Valença.
Valença é uma cidade raiana portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e sub-região do Alto Minho. Foi outrora sede de bispado.

É sede de um município com 117,13 km² de área e 14 127 habitantes, subdividido em 11 freguesias. O município é limitado a leste pelo município de Monção, a sul por Paredes de Coura, a oeste por Vila Nova de Cerveira e a noroeste e norte pela Galiza (município de Tui).
Recebeu foral de D. Sancho I, sendo então designada de Contrasta. Mudou para o atual nome em 1262. É designada por vezes por Valença do Minho.
Valença foi elevada a cidade em 12 de Junho de 2009. Aqui Nasceu o santo São Teotónio, o primeiro santo Português, hoje padroeiro desta Cidade, e que foi um dos principais aliados do então jovem Dom Afonso Henriques na altura em que este proclamou a independência de Portugal.

Uma vez que estava a chover e o frio também nos quis fazer companhia, o lanche, foi servido na camioneta. Os Bolinhos do Sr. António que entretanto celebrava mais um aniversário, o bolo-rei do Vitor, o vinho do Porto que nos foi oferecido no Natal pelo Sr. Constantino e o cafezinho do Sr. Américo, fizeram as delícias de todos! Só faltou mesmo o bolo de chocolate da Ana. Quem sabe se a Ana um dia destes não nos faz uma surpresa?!
Por voltas das 17 horas chegamos a Leça da Palmeira e já a pensar na próxima etapa. Bem hajam!

Leça da Palmeira, 19 de Janeiro de 2018
Paula Silva