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10 ª Etapa: Pontevedra-Caldas de Reis

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Eram precisamente 07:15 horas quando partimos rumo a Pontevedra. Chegados a esta cidade fantástica fomos tomar o pequeno-almoço e ainda sobrou algum tempinho para visitar o Mercado Municipal.


Aproximadamente por volta das 10:15 começou a nossa aventura. Atravessamos a milenária ponte de “O Burgo”, por onde passa o Rio Lérez. Alcançada a outra margem, seguimos por uma rua que nos conduziu às áreas palustres da Xunqueira de Alba que se situam ao largo do vale do rio Granda e que quase, nos obrigou a molhar os pés, nos troços atolados do Castrado e Pozo Negro.
Para além de tratar-se de um troço bastante belo, escutar os sons da natureza como o vento que nos batia incessantemente na cara dava-nos uma sensação de paz interior!
Foram várias as localidades por onde passamos como por exemplo Gándara e Guxilde que pertence ao concelho de Alba.

Nesta última localidade, destaco a Igreja Paroquial de Santa Maria que é de estilo neoclássico-barroco e foi consagrada por Dom Diego Jelmírez, que no início do século XII adquiriu o templo, reconstruiu-o e converteu-o em diocese. Outras construções religiosas dignas de nota são a capela de São Caetano, do século XVIIII e a capela de Devesa, do século XIX.

Em Guxilde, que se situa no Caminho Português de Santiago, foram albergados muitos peregrinos, entre os quais a rainha Santa Isabel de Portugal, que no ano 1325 foi em peregrinação a Santiago rezar pelo seu defunto marido.

Em San Caetano de Aba, por seu turno, foi descoberto um miliário dedicado ao imperador romano Caracala, que demonstra que a estrada romana XIX passava pela zona.

Rapidamente chegamos a San Amaro onde aproveitamos para fazer uma pequena paragem. A Pousada do Peregrino é um espaço bastante acolhedor e simpático!

Por volta das 14horas paramos para almoçar no Parque de Natureza do Rio Barosa. Uma vez que estava muito vento e tudo indicava que iria começar a chover, já não tivemos oportunidade de visitar o Parque dos moinhos nas cascatas do rio Barosa na Galiza, Espanha, Junto ao Caminho Português de Santiago.
Aproximadamente duas horas depois chegamos a Caldas de Reis. O concelho está dividido em nove paróquias civis: Arcos da Condesa (Santa Mariña), Caldas de Reis (San Tomé), Caldas de Reis (Santa María), Carracedo (Santa Mariña), Godos (Santa María), Saiar (Santo Estevo), San Clemente de Cesar, Santo André de Cesar e Vemil (Santa María).
O principal curso de água do concelho é o rio Umia, que tem inúmeros afluentes e pequenos ribeiros com grande riqueza piscatória e um enorme potencial para regadio. Nas margens do Umia, em pleno centro de Caldas, encontra-se uma das atrações turísticas locais, um jardim centenário com cerca de sessenta espécies de árvores e arbustos dos cinco continentes, que é considerado um dos conjuntos botânicos mais interessantes da província.
A Igreja de Santa Maria é também um local de eleição desta cidade termal e depois de uma longa caminhada nada melhor do que molhar os pés cansados na água quente da Fonte das Burgas.
Finalmente, no Bar de Caldas fomos deliciar-nos com umas 1906 bem geladinhas mas, infelizmente, não fomos nada bem recebidos!

Chegamos a Leça da Palmeira por volta das 19:45 horas. Até à próxima etapa!

Leça da Palmeira, 16 de Março de 2018

Paula Silva