www.ccdapdl.pt

  • Aumentar o tamanho da fonte
  • Tamanho padrão da fonte
  • Diminuir tamanho da fonte

11 ª ETAPA: CALDAS DE REIS – ESCRAVITUDE

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF

ConchaAntes das 7 horas o grupo de caminheiros do CCD-APDL começou a chegar ao ponto de encontro. Pouco tempo depois partimos em direção a mais uma nova aventura!

Chegados a Caldas de Reis fomos tomar o pequeno-almoço em dois cafés muito simpáticos. Curiosamente um deles, faz parte de um grupo empresarial de hotelaria, “ O cruceiro,” designadamente.

Entre Caldas de Reis e Pontecessures o Caminho é muito bonito, atravessando bosques, campos de cultivo e pequenas terreolas. Neste troço do Caminho o maior destaque vai para o Monte Albor, cujos trilhos parecem sair de um conto de fadas.
No emblemático “bar cafetaria Espéron” em Caldas de Reis fizemos uma pequena pausa para repor calorias. Aqui deliciamo-nos com os afamados” bocadillos de jámon” e com a “tortilla”. Estivemos numa sala onde imaginem, os estores, as paredes e os tetos estavam repletos de dedicatórias e assinaturas. Tivemos até dificuldade, em encontrar um espaço livre, para deixarmos também o nosso testemunho.
Quando retomamos o caminho, algures no meio do bosque, encontramos um espaço dedicado a todos os caminheiros e peregrinos o “Museo Labrego”. No museu tiramos a fotografia de grupo.

Em Ponte, Padrón, aproximadamente por volta das 14:30 horas, paramos para almoçar no bar “Obradoiro”.
Chegados aos arredores de Pontecesures o cenário rural dá lugar ao cenário urbano. Nesta localidade existe um albergue de peregrinos, que para além de ter excelentes condições, recebem os peregrinos com o verdadeiro espirito jacobeu.
5 Quilómetros depois chegamos finalmente a Padrón.
A cidade, internacionalmente conhecida pelos seus saborosos pimentos, é, uma das cidades mais importantes no que toca à tradição jacobeia. Reza a história que no ano 44 DC, por ordem de Herodes Agripa I, o Apóstolo Santiago, que tinha regressado a Jerusalém depois de pregar alguns anos nos territórios de Hispânia (a atual Espanha), foi decapitado em Jaffa, no Médio Oriente. Os poucos discípulos hispânicos que o seguiram para Jerusalém, roubaram o corpo e transportaram-no numa barca de pedra sem tripulação que, guiada pelos anjos e por uma estrela, foi conduzida para a foz do rio Ulla, até atracar em Iria Flavia, a atual cidade de Padrón. A pedra – ou padrão – onde foi presa a barca está presentemente colocada por baixo do Altar da Igreja de Santiago de Padrón.
Note-se, que é precisamente neste ponto, onde a variante espiritual reencontra o Caminho Português.

Em Padrón vale também a pena visitar o Convento del Carmen, que fica mesmo ao lado do albergue de peregrinos, e passear pelo simpático jardim nas margens do rio Sar, que conta com um monumento em homenagem ao nobel de literatura Camilo José Cela e outro em homenagem à escritora Rosalía de Castro.
Ainda em Padrón, fomos visitar o simpatiquíssimo Sr. Pepe, que nos recebeu de braços abertos no seu bar. Ficamos deslumbrados assim que lá entramos. Todas as paredes estavam decoradas com fotografias e adereços deixados por peregrinos oriundos de todas as partes do mundo.
“ Este espaço também é vosso. Entrem e disfrutem. “Mi casa también es tu casa.” Disse- -nos o amável Sr. Pepe.

Para além de termos assinado o livro de dedicatórias deixamos igualmente um adereço, o chapéu-de-chuva, que gentilmente nos fora oferecido pela APDL.
Entre Padrón e Escravitude o alcatrão é quase sempre uma constante, com alguns oásis de terra batida.
Em Escravitude, vale a pena visitar o Santuário, que reza a lenda que a sua construção foi motivada pela doação de um lavrador que quando peregrinava a Santiago bebeu da fonte adjacente ao agora santuário e viu curadas todas as suas maleitas.
Em jeito de conclusão, relembro que a próxima etapa é já no próximo Sábado, por isso até lá, façam o favor de serem felizes!

Leça da Palmeira, 4 de Abril de 2018
Paula Silva