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15ª Etapa - Escravitude a Santiago de Compostela

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Por volta das 06:25 partimos rumo a Escravitude, precisamente a última etapa, que nos faltava concluir para chegarmos a Santiago de Compostela. Note-se, que desta vez, tivemos o privilégio de contar com duas presenças muito especiais, o Presidente do CCD-APDL, Dr. Paulo Pereira e de um elemento da Direção, a Dr.ª Manuela Miranda.

Como já é da praxe, primeiro fomos tomar o pequeno-almoço e depois abraçamos mais uma aventura!
Tal como havia referido na crónica anterior, em Escravitude, vale a pena visitar o Santuário, que segundo reza a lenda, a sua construção foi motivada pela doação de um lavrador que quando peregrinava a Santiago, bebeu da fonte adjacente ao agora santuário e viu curadas todas as suas maleitas. A Igreja de Santa María de Cruces de origem românica também é outro monumento a visitar.

Entre Escravitude e Santiago de Compostela, o alcatrão é quase sempre uma constante, a nossa inseparável EN 550 acompanhou-nos durante uma boa parte do trajeto. Picaraña, Faramello, que está dividido em dois concelhos: Rois e Teo são exemplo de algumas localidades por onde passamos. Em Faramello existe um albergue privado” La Calabaza del Peregrino” e um albergue público, mais precisamente em Teo.
Posteriormente, após umas subidas íngremes, chegamos à “Rúa de Francos”. Nesta aldeia, se fizermos um pequeno desvio, pudemos visitar o Castro Lupario.

Este castro Galaico situado entre as paróquias de Brión e Rois, também conhecido como o Castro de Beca foi considerado Bem de Interesse Cultural em Dezembro de 2009. Segundo reza a lenda Jacobina era neste castro que vivia a Rainha Lupa.
Perto do castro situa-se o cemitério de San Martiño e, imediatamente ao lado, encontra-se um cruzeiro que dizem ser um dos mais antigos da Galiza. O Cristo Crucificado parece sair das entranhas da pedra e várias gravuras indicam que crianças ainda não batizadas foram enterradas neste lugar.
Mais tarde, seguimos pelo caminho de RioTinto que nos levou até Milladoiro.
O “Milladoiro” ou o “Humilhadoiro” era o local onde os peregrinos se humilhavam ou ajoelhavam, ao avistarem pela primeira vez, a Catedral. “El Monte do Gozo” que se encontra a 262 metros de altitude, a encosta mais alta do caminho Português na Galiza, permite-nos ver Santiago bem como as torres da Catedral – Aqui já se respira a Compostela.
Santiago de Compostela é uma cidade e município no noroeste de Espanha. É capital da comunidade autónoma da Galiza e faz parte da província da Corunha e da comarca de Santiago.

É uma cidade internacionalmente famosa como um dos destinos de peregrinação cristã mais importantes do mundo, cuja popularidade possivelmente só é superada por Roma e Jerusalém. Ligado a esta tradição, que remonta à fundação da cidade no século IX, destaca-se a catedral de Santiago de fachada barroca, que alberga o túmulo de Santiago Maior, um dos apóstolos de Jesus Cristo. A visita a esse túmulo marca o fim da peregrinação, cujos percursos, os chamados Caminhos de Santiago ou Via Láctea, se estendem por toda a Europa Ocidental ao longo de milhares de quilómetros.
Desde 1985 que o seu centro histórico está incluído na lista de Património Mundial da UNESCO e em 1993 foi também incluído nessa lista o Caminho de Santiago, que já tinha sido classificado como o primeiro itinerário cultural europeu pelo Conselho da Europa em 1987. Santiago de Compostela foi uma das capitais europeias da cultura no ano de 2000.

Pouco antes de entrarmos na Rua do Franco passamos pelo “Parque de la Alameda”, onde se encontra uma das esculturas mais emblemáticas da cidade: “As duas Marías”, obra de César Lombera.
A rota do Caminho Português para a catedral estende-se ao longo da Rua do Franco, talvez esta se traduza na rua mais animada de Santiago, cheia de bares de tapas e lojas de souvenirs.
Seriam aproximadamente por volta das 15h:30m quando entramos na “Plaza del Obradoiro”. Aqui sente-se um silêncio ensurdecedor, as nossas vozes quase que desvanecem quando nos deparamos que finalmente, alcançamos o nosso objetivo, objetivo esse, que perseguíamos desde a Sé do Porto.
Com o suor do esforço ainda fluindo pelos rostos, reparei que muitos peregrinos, por uns instantes, deitaram-se na praça sobre as mochilas. Talvez estivessem a sonhar com novos projetos!

Durante a tarde, fomos almoçar, visitar a Catedral, fazer compras e levantar a merecida Compostela.
Antes de me despedir, quero primeiro agradecer ao CCD da APDL por ter abraçado este projeto ambicioso, quero também agradecer ao grupo, que nos acompanhou ao longo destas 15 etapas durante quase um ano. Sois um exemplo de camaradagem, união e espírito de sacrífico e aos nossos guias, Vitor e Oliveira, que nos ajudaram a cumprir esta missão.
Não se esqueçam que no próximo dia 1 de Junho vamos ter o nosso jantar e até lá façam o favor de serem felizes!

Leça da Palmeira, 15 de Maio de 2018
Paula Silva